|
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Livros para download: Coleção JUVENTUDE, DEMOCRACIA, DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Livros para download: Coleção JUVENTUDE, DEMOCRACIA, DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
|
quinta-feira, 27 de junho de 2013
OPINIÃO: SOBRE O MODELO DE EDUARDO CAMPOS PARA REPRIMIR (Por Otávio Luiz Machado)
OPINIÃO: SOBRE O MODELO DE EDUARDO CAMPOS PARA REPRIMIR
Por Otávio Luiz Machado
No ano passado, também, quando o governador Eduardo Campos baixou uma medida para reduzir os protestos, o que se via mais uma vez foi a pouca disposição para o diálogo quando o povo ganha as ruas. Sua atenção parece estar focada nas reuniões de gabinete, nos acordos de bastidores e na tranquilidade do Palácio. Bem longe do calor das ruas e da alma guerreira de Pernambuco.
E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br
Por Otávio Luiz Machado
Quem acompanhou o desdobramento dos protestos ontem (26/06/2013) na cidade de Recife deve ficar se perguntando por qual motivo um governo tão bem avaliado pela população pernambucana precisa reprimir protestos de jovens que só querem pedir maior atenção para os problemas da cidade.
Em nota, quando o governador afirmou que teria atendido todas as reivindicações, o que se percebe de imediato na tentativa de neutralização do movimento é mais um ato de cinismo do próprio governador, que continua insistindo que no Estado de Pernambuco está tudo às mil maravilhas, que ele é competente e olha pra frente.
Como se olha pra frente, quando não se percebe que é no presente - e no que se apresenta como desafios atuais - que precisamos estar atentos para construir o futuro? E toda e qualquer manifestação que mostra outro caminho para o futuro precisa ser considerada. Não simplesmente reprimida.
Mal viramos o ano para 2013 e víamos mais um órgão do governo de Pernambuco tratar o caso do assassinato de um estudante da UFPE vindo da periferia como um Zé Ninguém. Só com a mobilização dos seus amigos e colegas que foi possível tratar esse caso com o devido cuidado, pois o IML até então se recusava a aprofundar o seu trabalho de perícia.
No ano passado, também, quando o governador Eduardo Campos baixou uma medida para reduzir os protestos, o que se via mais uma vez foi a pouca disposição para o diálogo quando o povo ganha as ruas. Sua atenção parece estar focada nas reuniões de gabinete, nos acordos de bastidores e na tranquilidade do Palácio. Bem longe do calor das ruas e da alma guerreira de Pernambuco.
Nos protestos que aconteceram dias atrás nem a imprensa foi poupada, porque teve caso de repórter fotográfico que passou pelo constrangimento de apagar suas imagens por revelar ações ilegais da PM na abordagem aos manifestantes.
Nos protestos de ontem mais uma vez aconteceram prisões de manifestantes de forma arbitrária, que ficaram horas na delegacia à espera de uma posição da autoridade responsável, inclusive sem o devido atendimento correto aos advogados que lá estavam para garantir a devida defesa jurídica dos presos.
Até falta de identificação dos agentes do Estado fez parte desse momento, sem contar o envio de estudante para o presídio sem nenhuma possibilidade de defesa prévia, tendo como acusações fatos ridículos e desamparados de robustas provas.
Com tudo isso não se pode falar em ambiente democrático em Recife, porque as autoridades fazem de tudo para abafar a voz do cidadão, tendo como único molde resquícios de uma ditadura civil-militar que a sociedade brasileira recusou anos atrás.
A liberdade dos presos durante os protestos é a única atitude digna esperada do governador de Eduardo Campos nesse dia de hoje.
E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br
sábado, 22 de junho de 2013
OPINIÃO: O pôrque dos atuais protestos no Brasil (Por Otávio Luiz Machado)
O pôrque dos atuais protestos no Brasil
Otávio Luiz Machado*
Muitos
me perguntam como foi possível de uma hora para outra a ocupação de espaços
públicos em todo o País por milhares de pessoas sem que aparentemente houvesse
um fato decisivo que o desencadeasse.
É
primeiro relatar que múltiplos protestos já aconteciam espalhados sem conseguir
agregar muitos participantes país afora, embora com muita repercussão na
imprensa e na sociedade, conforme nossas pesquisas já registraram com os protestos dos estudantes
contra o aumento das passagens e em prol da melhoria dos serviços públicos, as
marchas pela ampliação de direitos como a descriminalização da maconha, os
direitos LGBT e das mulheres, a luta comunitária dos trabalhadores informais e
dos atingidos pelas obras da copa e do reordenamento urbanos com participação
popular, incluindo a resistência à privatização ou degradação das áreas de
convívio coletivo e da denúncia do impacto das obras de mobilidade para a copa.
Todos
esses movimentos passaram a se conectar gerando uma consciência de
solidariedade que apontava para a necessidade de uma nova cidadania e da
radicalidade democrática, o que a bibliografia mais recente tem apontados nos
mais diversos movimentos do Occupy, por exemplo.
Nos
meus livros MÚLTIPLAS JUVENTUDES: PROTESTOS PÚBLICOS E NOVAS ESTRATÉGIAS DE MOBILIZAÇÃO
JUVENIL EM RECIFE e PROTESTOS PÚBLICOS E OUTRAS CENAS DE CIDADANIA busco trazer
o cotidiano dos protestos em análises e imagens, o que corresponde ao que penso
estar produzindo os atuais protestos. Podem ser analisados e baixados aqui:
Os
coletivos já mobilizados em períodos anteriores conseguiram atingir o centro da
insatisfação popular nesse momento, que vem de um princípio de desesperança
quanto aos rumos do País, conforme vimos no cenário de guerra urbana.
É
natural para o ser humano produzir uma reação descontrolada numa situação de
indefesa, porque se os sindicatos, entidades oficiais que representam os
principais movimentos sociais e o próprio setor público até então não fizeram
muita coisa para a resolução dos problemas que nos afligem, foi a saída às ruas
o único caminho diante dessa indefesa coletiva.
A
frase ímpar que representa essa posição foi a seguinte: “Desculpe o transtorno;
estamos mudando o País”. Diante das exclusões que levam para longe do conjunto
dos cidadãos uma condição de sujeitos de direito, a preocupação quanto ao
futuro do País falou mais alto, porque a perda do poder aquisitivo com a volta
da inflação e esse pano de fundo de uma
copa do mundo nada “rentável” para a maioria que somos nós exigia no mínimo uma
resposta, uma reação, um grito.
Se a
denúncia está justamente no distanciamento dos anseios populares do poder
público, a aproximação marcante de tantos movimentos e pessoas certamente vai
diminuir esse fosso entre o Estado e a sociedade civil a partir de agora.
O
pronunciamento da Presidenta Dilma passa um atestado de incompetência incrível,
pois se o momento é de “ouvir as vozes democráticas que exigem mudanças” (Dilma
em pronunciamento em 21 jun. 2013), por qual motivo isso não foi estimulado
anteriormente? Os conselhos, as ouvidorias, o Parlamento, os movimentos dito
organizados e a oposição que estão aí denunciando não tiveram força ou
interesses suficientes para que muitas das nossas demandas se tornassem
efetivos.
A
Presidenta diz que quer ouvir as lideranças, mas para ouvir mais o que? Não é
possível que não tenha ouvido até agora o que a população reclama em alto e bom
som pelas ruas, praças e pontes do nosso País. Não é possível que nenhum nível de governo conheça
as demandas e os gargalos, cuja obrigação agora é de agir para o atendimento do
que não tiveram capacidade nem interesse de realizar. É preciso diminuir a
incompetência em órgãos públicos, como no comando da educação, da economia, da
cultura, do planejamento, etc.
A
Presidenta produziu uma verdadeira pérola no seu pronunciamento ao dizer que
não se pode tolerar essa violência dos protestos, porque ela envergonha o
Brasil. E a violência “comum” não envergonha o País? E a impunidade dos
corruptos não igualmente envergonha o País?
Será
nesse espaço entre o atendimento das demandas e o realinhamento do poder
público em sintonia com a sociedade que se encontra o teste de fogo da
democracia brasileira.
Não
foi só o sentimento de indefesa coletiva que produziu os protestos que tomaram
o País, mas o sentimento de expropriação coletiva vindo com o diferencial para
a copa em contraste com a indiferença com os serviços públicos essenciais
voltados ao cidadão que vive no andar de baixo.
As
imagens do luxo dos estádios (Padrão Fifa) que abrigarão muitos poucos – contrastando
com os prédios públicos – é o mais claro exemplo de que os políticos fazem as
dívidas e manda a fatura para o povo pagar, configurando como mais uma incompetência
dos órgãos públicos.
Essa
dívida enviada para o povo pagar, como compromete o presente e o futuro de
todos nós que gerou esse sentimento de expropriação permanente e indefinida que
levou uma multidão às ruas.
As
pessoas acuadas pela violência urbana, pelo enxugamento maior dos seus
orçamentos e pelo cinismo dos governantes que não conseguem nem explicar como
vão solucionar os problemas mais elementares do País, percebeu no contexto de
uma pré-copa com esse torneio das Confederações que até agora nada do que foi
prometido que viria com a copa surgiu ou
haverá possibilidade de acontecer.
A
“internet” já vinha fazendo um trabalho de cidadania incrível, que engloba
todas as faixas etárias, classes sociais e espaços geográficos diversos. Foi
uma variável fundamental para a mobilização popular, pois a cada momento fica
difícil não saber das coisas que acontecem e não se revoltar.
Mas foi
o Movimento Passe-Livre, que não estava contaminado com esse ranço da política
tradicional que deu credibilidade e
abertura de espaço para inúmeros grupos de movimentos juvenis até alcançar
parcelas significativas da população. Que permitiu agrega diversos num movimento num só, principalmente de vários que nem se "bicavam" ideologicamente.
Vimos
mais uma vez os movimentos de juventudes emprestar o seu potencial para dar voz
aos justos anseios de toda uma
sociedade. Nós que estamos aí produzindo cidadania aos jovens desde longa data
contribuímos um pouquinho para a formação cidadã e a reflexão crítica de
movimentos e jovens que foram à ruas novamente, o que os atuais protestos nos
orgulham e nos dizem que precisamos fazer muito mais.
*É
pesquisador, educador, escritor e documentarista. E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br
sexta-feira, 21 de junho de 2013
OPINIÃO: QUE EU DESORGANIZANDO, POSSO ME ORGANIZAR... (Por Sil Crisostomo)
QUE EU DESORGANIZANDO, POSSO ME ORGANIZAR...
“Maio, nosso maio” foi repleto de mobilizações em todo o Brasil e apesar das festas realizadas nos quatro cantos do mundo, houveram movimentos sociais e partidos políticos em meio às ruas, gritando e protestando: “As mãos pra cima, punhos erguidos, é dia 1º, dia de LUTA! Vem pra rua agora, conquistar direitos, é dia 1º, dia de LUTA!”. Pautando as bandeiras de lutas históricas, arduamente defendidas pelas organizações de esquerda, vamos cotidianamente defendendo com unhas e dentes a universalização dos direitos sociais conquistados.
Chega o mês de junho, culturalmente, é mês de festa no Nordeste. Cidades repletas de bandeirinhas coloridas, balões, fogueiras e povo na rua. Mas agora, além da festividade junina que está por vir, temos pessoas nas ruas, gritando, cantando e lutando pelos nossos direitos. Milhares de pessoas, em todo o Brasil, seguem em marcha, desde São Paulo à Belém, de Porto Alegre à Recife, formada por várias gerações e ideais. Nesse sentido, o momento histórico que estamos vivenciando, está repleto de contradições, permeado por avanços e retrocessos.
É inegável a beleza e força contagiante ao ver tantas pessoas juntas, inclusive, aquelas que acreditam na impossibilidade da mudança e que estão indo pela primeira vez a um ato de rua, lutando por melhorias e mudanças concretas, a exemplo do estopim com o aumento da passagem de ônibus e sua consequente revogação em SP. Isso mostra que, coletivamente, temos força, e que a luta deve ser nas ruas.
Entretanto, a heterogeneidade de reinvindicações e da formação do processo político em que se gesta às atuais mobilizações nos inquieta, tendo em vista as disputas dos projetos de sociedade: direita e esquerda. Há quem diga que somos uma única nação, e essa é uma das mais perigosas afirmações, negando a existência daqueles que, cotidianamente, exploram e dos que são explorados.
A direita vem se utilizando da justa indignação da classe trabalhadora para pautar lutas despolitizadas, como a CORRUPÇÃO. Isso não significa dizer que somos a favor da corrupção, ao contrário, também somos contra (toda a Esquerda), assim como FHC, Collor, Jarbas Vasconcelos e todos os políticos da direita. Sendo assim, esse discurso contra a PEC – 37 esvazia o conteúdo político de lutas reais e necessárias para a massa que está nas ruas, como o PASSE LIVRE para estudantes e pessoas desempregadas; TARIFA ÚNICA nas Regiões Metropolitanas, colocando abaixo a existência dos diferentes anéis/preços; REDUÇÃO das tarifas e do LUCRO das máfias do transporte público; dentre outras pautas, como um maior investimento do PIB na EDUCAÇÃO (10%) e SAÚDE PÚBLICA; a DEMOCRATIZAÇÃO dos meios de comunicação, pela JORNADA de 40h, etc.
O projeto da direita é viabilizado pelos grandes grupos empresariais, a exemplo da mídia com a Revista Veja e a Rede Globo, que apenas notificam os conflitos e brigas que estão acontecendo nesses protestos, além de incitar que toda essa mobilização seja apartidária, culminando na defesa do anti-partidarismo. A maioria dos que estão nas ruas e nas redes sociais está sendo manipulada, sem se dá conta da reprodução de toda a-criticidade propagandeada. Também é notória, a utilização de outros mecanismos pela direita, inclusive, possuindo uma simbologia positiva entre vários manifestantes, como o Anonymous.
Diante dessa conjuntura, precisamos estar atentos a tudo que vemos, lemos, ouvimos, precisamos desconfiar do óbvio. O medo de ser “massa de manobra” dos partidos de esquerda está fazendo com que a população, ainda sim, seja manobrada. Precisamos da UNIDADE entre as forças que sempre pautaram mudanças contra a exploração vivenciadas e do entendimento do POVO sobre o atual cenário.
As bandeiras de lutas defendidas durante décadas pela Esquerda são as mesmas do POVO BRASILEIRO, dos que acordam às 4h/5h da matina para irem trabalhar, que se utiliza de vários ônibus ao longo do dia, para ir e voltar da labuta diária, os que destinam boa parte do seu salário em um transporte público caro e sem qualidade. Nessas manifestações em todo o Brasil estão presentes, os que sofrem e lutam diariamente. Há uma efervescente indignação ao descaso vivido e isso significa uma CHAMA DE ESPERANÇA.
Nessa BATALHA DE IDEIAS, a luta se concretiza nas ruas, ultrapassando o discurso de “massa alienada” e politizando os espaços, em um sentido de conscientização coletiva e emancipatória. Devemos vencer o ufanismo da pátria amada, ressignificando nossa “ordem e progresso” em prol de um projeto popular, DO e PARA o povo. Superando, também, o derrotismo e generalizações, pois “nada deve parecer impossível de mudar”, como já disse Brecht. O momento é de termos muita mística e agitação nessa disputa de mentes e corações. Sabendo que desorganizando, podemos nos organizar, além da certeza de que sempre é preciso fazer muito mais.
Chega o mês de junho, culturalmente, é mês de festa no Nordeste. Cidades repletas de bandeirinhas coloridas, balões, fogueiras e povo na rua. Mas agora, além da festividade junina que está por vir, temos pessoas nas ruas, gritando, cantando e lutando pelos nossos direitos. Milhares de pessoas, em todo o Brasil, seguem em marcha, desde São Paulo à Belém, de Porto Alegre à Recife, formada por várias gerações e ideais. Nesse sentido, o momento histórico que estamos vivenciando, está repleto de contradições, permeado por avanços e retrocessos.
É inegável a beleza e força contagiante ao ver tantas pessoas juntas, inclusive, aquelas que acreditam na impossibilidade da mudança e que estão indo pela primeira vez a um ato de rua, lutando por melhorias e mudanças concretas, a exemplo do estopim com o aumento da passagem de ônibus e sua consequente revogação em SP. Isso mostra que, coletivamente, temos força, e que a luta deve ser nas ruas.
Entretanto, a heterogeneidade de reinvindicações e da formação do processo político em que se gesta às atuais mobilizações nos inquieta, tendo em vista as disputas dos projetos de sociedade: direita e esquerda. Há quem diga que somos uma única nação, e essa é uma das mais perigosas afirmações, negando a existência daqueles que, cotidianamente, exploram e dos que são explorados.
A direita vem se utilizando da justa indignação da classe trabalhadora para pautar lutas despolitizadas, como a CORRUPÇÃO. Isso não significa dizer que somos a favor da corrupção, ao contrário, também somos contra (toda a Esquerda), assim como FHC, Collor, Jarbas Vasconcelos e todos os políticos da direita. Sendo assim, esse discurso contra a PEC – 37 esvazia o conteúdo político de lutas reais e necessárias para a massa que está nas ruas, como o PASSE LIVRE para estudantes e pessoas desempregadas; TARIFA ÚNICA nas Regiões Metropolitanas, colocando abaixo a existência dos diferentes anéis/preços; REDUÇÃO das tarifas e do LUCRO das máfias do transporte público; dentre outras pautas, como um maior investimento do PIB na EDUCAÇÃO (10%) e SAÚDE PÚBLICA; a DEMOCRATIZAÇÃO dos meios de comunicação, pela JORNADA de 40h, etc.
O projeto da direita é viabilizado pelos grandes grupos empresariais, a exemplo da mídia com a Revista Veja e a Rede Globo, que apenas notificam os conflitos e brigas que estão acontecendo nesses protestos, além de incitar que toda essa mobilização seja apartidária, culminando na defesa do anti-partidarismo. A maioria dos que estão nas ruas e nas redes sociais está sendo manipulada, sem se dá conta da reprodução de toda a-criticidade propagandeada. Também é notória, a utilização de outros mecanismos pela direita, inclusive, possuindo uma simbologia positiva entre vários manifestantes, como o Anonymous.
Diante dessa conjuntura, precisamos estar atentos a tudo que vemos, lemos, ouvimos, precisamos desconfiar do óbvio. O medo de ser “massa de manobra” dos partidos de esquerda está fazendo com que a população, ainda sim, seja manobrada. Precisamos da UNIDADE entre as forças que sempre pautaram mudanças contra a exploração vivenciadas e do entendimento do POVO sobre o atual cenário.
As bandeiras de lutas defendidas durante décadas pela Esquerda são as mesmas do POVO BRASILEIRO, dos que acordam às 4h/5h da matina para irem trabalhar, que se utiliza de vários ônibus ao longo do dia, para ir e voltar da labuta diária, os que destinam boa parte do seu salário em um transporte público caro e sem qualidade. Nessas manifestações em todo o Brasil estão presentes, os que sofrem e lutam diariamente. Há uma efervescente indignação ao descaso vivido e isso significa uma CHAMA DE ESPERANÇA.
Nessa BATALHA DE IDEIAS, a luta se concretiza nas ruas, ultrapassando o discurso de “massa alienada” e politizando os espaços, em um sentido de conscientização coletiva e emancipatória. Devemos vencer o ufanismo da pátria amada, ressignificando nossa “ordem e progresso” em prol de um projeto popular, DO e PARA o povo. Superando, também, o derrotismo e generalizações, pois “nada deve parecer impossível de mudar”, como já disse Brecht. O momento é de termos muita mística e agitação nessa disputa de mentes e corações. Sabendo que desorganizando, podemos nos organizar, além da certeza de que sempre é preciso fazer muito mais.
Silvana Crisostomo – militante do Levante Popular da Juventude
“Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada...”
“E Vamos à Luta” - Gonzaguinha
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada...”
“E Vamos à Luta” - Gonzaguinha
Assinar:
Postagens (Atom)
