segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
OPINIÃO: Professor Denis Bernardes (Por Otávio Luiz Machado), JC, 15 set. 2012
ARTIGOS - OPINIÃO JC
Professor Denis Bernardes
Otávio Luiz Machado
Professor Denis Bernardes
Otávio Luiz Machado
otaviomachado3@yahoo.com.br
O professor Denis Bernardes, um dos grandes cientistas da área das humanidades do País, um educador nato e um profissional respeitado ligado ao Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também era conhecido por ser uma das pessoas mais sensíveis e comprometidas com o desenvolvimento educacional e científico do Brasil, sem contar a figura humana que cativava a todos que o conheciam.
Quando começamos a pensar nele após o triste episódio de seu falecimento, o que nos alenta é que ele deixou vasta obra, sem contar o seu exemplo e as lições que passou como acadêmico e pessoa, pois conseguiu contribuir com a formação de inúmeras pessoas ao longo de vários décadas e ensinar tarefas intelectuais fundamentais.
A simplicidade de Denis Bernardes não contrastava com o seu status acadêmico invejável. Era um dos que soube fundir vida pessoal, vida acadêmica e projetos futuros. Não era arrogante e nem ficava por aí tentando mostrar a si mesmo de forma vangloriosa, porque deixou marcas que não se apagarão, além de ser uma figura que se superava a cada novo desafio.
A cada novo trabalho de Denis Bernardes vinha a certeza de que estava num momento de amadurecimento intelectual privilegiado, apontando que novos frutos viriam em seguida. Também era um orientador dedicado, um professor competente e atencioso e um articulador de trabalhos bem-sucedidos, que foi interrompido quando estava entrando em novas áreas do conhecimento.
Em 2010 recebemos o convite dele para escrever um artigo coletivo sobre juventudes para a Revista Estudos Universitários da UFPE, na qual ele era o editor. No mesmo ano tivemos a participação dele num seminário nacional que organizamos na UFPE sobre os jovens. Em seguida participamos juntos da Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória (CTCM) no Instituto Brennand, sem contar os momentos de conversa que significava um grande incentivo e uma aprendizagem constante para quem pretende seguir o caminho de contribuição irrestrita ao Brasil.
O que se busca nesse momento é a tranquilização das pessoas para que superem essa irreparável perda, ao mesmo tempo em que a UFPE e tantas outras instituições façam as devidas e merecidas homenagens ao grande Denis Bernardes. O próximo trabalho que vou publicar será dedicado a ele. Nesse momento além do que já disse, também cabe dizer uma última coisa. Boa viagem, Denis!
Otávio Luiz Machado é educador, pesquisador, escritor e documentarista
O professor Denis Bernardes, um dos grandes cientistas da área das humanidades do País, um educador nato e um profissional respeitado ligado ao Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também era conhecido por ser uma das pessoas mais sensíveis e comprometidas com o desenvolvimento educacional e científico do Brasil, sem contar a figura humana que cativava a todos que o conheciam.
Quando começamos a pensar nele após o triste episódio de seu falecimento, o que nos alenta é que ele deixou vasta obra, sem contar o seu exemplo e as lições que passou como acadêmico e pessoa, pois conseguiu contribuir com a formação de inúmeras pessoas ao longo de vários décadas e ensinar tarefas intelectuais fundamentais.
A simplicidade de Denis Bernardes não contrastava com o seu status acadêmico invejável. Era um dos que soube fundir vida pessoal, vida acadêmica e projetos futuros. Não era arrogante e nem ficava por aí tentando mostrar a si mesmo de forma vangloriosa, porque deixou marcas que não se apagarão, além de ser uma figura que se superava a cada novo desafio.
A cada novo trabalho de Denis Bernardes vinha a certeza de que estava num momento de amadurecimento intelectual privilegiado, apontando que novos frutos viriam em seguida. Também era um orientador dedicado, um professor competente e atencioso e um articulador de trabalhos bem-sucedidos, que foi interrompido quando estava entrando em novas áreas do conhecimento.
Em 2010 recebemos o convite dele para escrever um artigo coletivo sobre juventudes para a Revista Estudos Universitários da UFPE, na qual ele era o editor. No mesmo ano tivemos a participação dele num seminário nacional que organizamos na UFPE sobre os jovens. Em seguida participamos juntos da Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória (CTCM) no Instituto Brennand, sem contar os momentos de conversa que significava um grande incentivo e uma aprendizagem constante para quem pretende seguir o caminho de contribuição irrestrita ao Brasil.
O que se busca nesse momento é a tranquilização das pessoas para que superem essa irreparável perda, ao mesmo tempo em que a UFPE e tantas outras instituições façam as devidas e merecidas homenagens ao grande Denis Bernardes. O próximo trabalho que vou publicar será dedicado a ele. Nesse momento além do que já disse, também cabe dizer uma última coisa. Boa viagem, Denis!
Otávio Luiz Machado é educador, pesquisador, escritor e documentarista
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
FICÇÃO: O filme “E aí ... comeu?” inspirado para as eleições de Recife 2012 (Não recomendado para crianças!) (Por Otávio Luiz Machado)
O filme “E aí ... comeu?” inspirado
para as eleições de Recife 2012 (Não recomendado para crianças!)
Otávio Luiz Machado*
O poder pode ser comparado a uma
verdadeira “festinha”, porque no seu universo se mistura fantasia, prazer, dor,
traição, dinheiro, romance e muita diversão. Sendo assim escrevi algo que espero
não ser enquadrado como “pornográfico” ou difamatório, porque me baseei na
comédia “E aí ... comeu?” para tentar trazer um pouco desse universo das
eleições municipais em Recife no tom ficcional, o que espero suscitar o debate
acerca das propostas, idéias e candidaturas na cidade. Tudo é colocado aqui de
uma forma que ninguém possa descobrir a identidades dessas pessoas para não expô-las
publicamente ainda mais. O texto começa tranqüilo. Só no final que ele pega
“pesado” nas expressões mais picantes tal como acontece no filme que o inspira.
É só uma forma de gerar uma reflexão com algo que não está aqui para ser
banalizado.
Numa das inúmeras “festinhas” da cidade
do Recife nasceram 5 lind@s filh@s, cujos verdadeiros pais ainda causam uma
certa dúvida na cidade. Comenta-se muito sobre isso. As mães são figuras
bem-sucedidas, não dependem dos pais das crianças para sobreviver e também sequer
tiveram interesse em buscar saber quem é quem nessa história.
Os freqüentadores e não frequentadores
das “festinhas” já começaram suas apostas para dizer quem é o pai, mas se sabe
que as crianças possuem 5 possíveis avôs: “Avô 1”, “Avô 2”, “Avô 3”, “Avô 4 e “Avô 5”. As coisas se misturam,
porque nem todos os pais dos supostos garanhões assumiram também a paternidade
dos seus filhos. Mas eles acabaram herdando a fama de “garanhão” dos pais ou
quase pais, o que obviamente gera uma grande discordância sobre a suposta
paternidade. Todos sabemos que mesmo que o sexo seja feito por diversos
parceiros durante um curto espaço de tempo, a possibilidade de paternidade cabe
a um único ser.
Numa das bancas de aposta mostra que o
jogo está embolado. Haverá uma grande
festa com muita gente participando no dia 07 de outubro, quando poderá sair o
“eleito” no primeiro “round”. Sabe-se que muitos estiveram presentes nas
“festinhas”, mas só alguns realmente estão cotados como verdadeiros pais dentre
as cinco crianças. Um filho do “Avô 3”
acabou não entrando nessa disputa, nem um dos filhos do “Avô 4”. Mas muita gente na cidade
ainda acredita que eles também podem ser o pai das crianças, porque também
participaram e continuam participando das “festinhas”. Mas nem Tico e nem Teco
conseguiram entrar na disputa. Outro
filho do “Avô 3”
fez de tudo para entrar e entrou, mas seu pai disse que ele é um filho bastardo
(como acabou entrado nessa situação um dos filhos do “Avô 4”).
O “Avô 3”
faz campanha contra a própria postulação do filho. Por isso alcança até o
momento pouca preferência nas bancas. Também acabou ficando de fora outro filho
do “Avô 2”,
que se irritou com a situação criada por outros dos seus amigos e disse que
nunca mais vai freqüentar qualquer “festinha”, o mesmo que passou com um filho
do “Avô 4”,
com a diferença de que ele quer continuar indo às “festinhas”.
O filho do “Avô 2” já bateu o pé e disse que é o
verdadeiro pai de pelo menos quatro crianças, cuja versão é confirmada e
apoiada pelo seu pai. O filho do “Avô 1” já entrou pesado na disputa e disse que o “Filh@
3” é seu. Até
trouxe seu pai para defendê-lo. Só que o filho do “Avô 1” já tinha dito que o “Filh@ 3” é de um magnata, o que soa
estranho ele vir com essa história depois de tudo. Mas disse com todas as letras que o filho do “Avô
2” está
mentindo, porque para ele o “Filho 1” é de um conhecido nome e o
“Filho 2” é
de um grande amigo seu. Não de mais ninguém. Já o filho do “Avô 3” também deixa transparecer que
o “Filho 1”
pode ser seu, bem como andou insinuando por aí que o “Filh@ 3” pode ser seu, também. Ele já
namorou a mãe da criança. O “Avô 2”
já falou diversas vezes que nem tinha chance do filho do “Avô 3” ser pai da criança pois o
filho nasceu depois de muito tempo desse namoro, que se usasse desse argumento
ele também poderia ser o pai porque saiu algumas vezes com algumas das mães das
crianças.
O “Avô 3”
também já namorou a mãe da mãe do “Filho 3”, mas de tempos para cá está calado sobre o
assunto e defende que o pai de todas as crianças é o filho do “Avô 2”. Até agora seu filho mais
próximo não ficou enciumado com isso e não se sabe até quando essa história vai
continuar. O “Avô 3”
tem circulado com o seu quase filho por toda a cidade dizendo que ele é um
garanhão e é sim o verdadeiro pai das crianças, indo além, que tem o tem como um
filho muito amado e sabe da capacidade amorosa do seu filho. Que até se parece
muito com ele na arte do amor e em tantos outros quesitos. O que acabou
irritando o “Avô 1”,
que disse que quer resolver essa conversa e até hoje não apareceu para
enfrentar a parada.
A disputa encontra-se nesse momento com muitos ataques
de lado a lado. O filho do “Avô 1”
falou que é o mais experiente de todos os postulantes, porque já andou em
muitas “festinhas” com seu grande amigo “Avô 4”. Sabe como é a coisa, que o seu taco não
falha e realmente gosta e faz direito. Que sabe dar prazer a uma mulher e
sempre se esquece da prevenção. Que raramente se preocupava com isso. Mas o filho do “Avô 5” incrivelmente tem crescido
nas preferências, mas é atacado pelos filhos dos “Avô 1” e “Avô 2” como um garanhão
inexperiente, inclusive em alguns momentos deixa a transparecer que querem
chamá-lo de “donzelo”. Mas ele retruca e disse que embora possa parecer novo e
inexperiente, também começou cedo tudo na vida.
A coisa ficou estremecida entre os filhos dos “Avô 1” e “Avô 2”. Na semana passada o filho do
“Avô 2”
disse que o filho do “Avô 1”
“não dá no couro” ao relatar que ficava
olhando a sua relação com as mulheres e
percebeu que ele não é bom de cama. Que pode acompanhar isso de muito perto. Daí
filho que é bom não teria condições de fazer. O filho do “Avô 1” não deixou barato e passou a
defender sua virilidade com toda a energia. Disse que nas “festinhas” o filho
do “Avô 2”
só ficava olhando as moças e não comia ninguém. Que ele só esquentava para os
outros comer. Mas o filho do “Avô 2”
disse que não queria se ficar mostrando de bom para ninguém porque sabia da sua
energia. Que entre quatro paredes era imbatível e já tinha provado isso. Que
era sim o pai das 4 crianças. Já tinha mostrado que sabe fazer bem e com muito
prazer proporcionado as suas amantes. Nenhuma mulher que teve em seus braços
reclamou do seu desempenho. Pelo contrário.
Nessa história toda o pai do “Avô 2” saiu em sua defesa. Disse que
seu filho é um homem que sabe furar gol, que já andou com ele por muitas
“festinhas” e ensinou tudo que sabe a ele. Disse que o problema é que seu bom
desempenho acabou ofuscando a imagem do filho. O que foi respondido pelo filho
do “Avô 1”,
que disse que o seu oponente sequer esteve nas “festinhas”, porque ficou
fechado trabalhando o tempo todo. O que foi confirmado pelo “Avô 1”, que disse que seu filho era
sim uma pessoa que sabia conciliar bem trabalho e lazer, sendo bom em ambas. Que
os filhos dos outros não passavam de invejosos e mentirosos.
Assim o filho do “Avô 1” já mandou espalhar por aí que
um nome que até tinha ficado noivo da mãe do “Filh@ 3” foi o primeiro amor da vida
da mulher, mas quem comeu mais e fez o filho foi ele. Disse que quem comia a
mãe do “Filho 1”
era um nome bem conhecido, que o filho do “Avô 2” no máximo deu uns beijos nela
e só. Que o “Filh@ 2”
não tinha como ser dele, porque sequer conheceu a mãe dele. Só de pensamento ou
intenção não se faria um filho, nem tampouco na masturbação.
Depois disso o filho do “Avô 2” também espalhou a notícia de
que era sim o pai das crianças. Chamou o suposto pai do “Filh@ 1”, que falou que comia sim. Ele
não negou e passou alguns detalhes de como era a relação, como o uso da
camisinha em todas as transas. Que poderia provar que a relação do filho do “Avô 2” com a mulher foi mais intensa
e nem sempre feita com a devida
prevenção. Não foi ele que manteve uma relação mais forte com a mulher numa
determinada fase adiante, embora garantiu que foi ele que tirou a virgindade da
moça. Mas como amigo de ambos poderia atestar o que falava porque vivenciou a
relação do casal. Também chamou o suposto pai do “Filho 2”, que não negou o romance com
a mãe da criança, mas afirmou que o filho do “Avô 2” já deu provas de que fazia
mais mesmo que rapidinho, porque seu amor era mais intenso, tinha uma motivação
maior para o romance. Também o pai do “Filho 3” disse que manteve a relação com a mãe da
criança, mas como amigo foi ele que intermediou o romance do seu amigo com a
mulher. Que o filho nasceu dessa relação rápida, intensa, com muita atenção e carinho.
Um dos momentos mais curiosos aconteceu quando os
“postulantes” se encontram em um bar e cada qual em sua mesa começou a debater
sobre diversas questões. Aqui uma das conversas:
- Agora
você vai vir aqui falar que comeu todas as mulheres e que os filhos são todos
seus. É preciso ser mais realista, meu caro!
- Não
só estou falando que comi todas. Só estou falando que tenho mais jeito com elas
muito mais que você, só isso.
-
Mas meu pau é maior e eu já deitei com muito mais mulheres que você. Comi muito
mais que você.
-
Nada disso. Eu te flagrei e vi que seu desempenho é muito fraco – disse o
“postulante” com toda intensidade. – Se faz
sexo assim filho que é bom nunca teve. E fazer filho não é algo simples. Não
basta só querer ou dizer que fez.
- Você
deveria perguntar para as mulheres antes de falar qualquer coisa. Eu pelo menos
me conheço. Eu trepo muito melhor que você. E comi muito mais. Quem não comia
ninguém não pode aparecer agora fazendo tanto filho.
Um cidadão humilde (mas esclarecido) que passava por
ali foi preciso quanto ao que viu: “Enquanto eles ficam disputando quem tem o
pau maior, quem comeu mais e quem é o pai ou não, também esquecem que para as
crianças o que interessa é elas crescerem bem formadas e se tornarem cidadãos
de fato. Isso é uma baixaria sem tamanho e somos obrigados a ouvir isso toda
hora e por todo o canto na cidade”.
O debate entre os avôs na defesa dos seus ganhos ares
que começou a agitar a cidade. Sobre o tamanho do pau, quem foi mais às
“festinhas”, quem comeu mais e até desmentidos de quem disse que comeu e não
comeu. Não passou disso. Também nem se tocou sobre o futuro dos filh@s dos seus
filh@s.
Nessa história toda no texto deu para perceber que o
“Filh@ 3” é
o mais disputado e querido de todos os postulantes à garanhão da parada, embora
é preciso dizer que a mãe dessa linda criança é a mais amada, a mais desejada e
a que cede mais ao amor do que todas as outras juntas.
Como quem leu até o final percebeu que o “Filh@ 5” ninguém quer assumir, mas ele
existe e está bem diante dos nossos olhos. É como a desigualdade social, que no
nosso País não se consegue diminuir, embora esteja em todas as relações
sociais, nas mais diversas instituições e
nos discursos oficiais ou dos nossos candidatos. Mas num País como um nosso não existe lugar
que ela tenha diminuído de fato, embora o consumo tenha aumentado, o
desenvolvimento econômico esteja bem mais distribuído nas regiões e a
preocupação com políticas sociais esteja em alta.
Não se vê auto-crítica e muito menos a assunção de
erros nas candidaturas. Assume-se que é o melhor, o que fez mais e o que tem
mais competência. Também se apropria daquilo que não fez ou daquilo que não é. Nem
tudo que é importante para a cidade está sendo debatido.
Como assumir ou não é uma relação de proximidade, de discernimento
e de caráter, o texto quis trazer uma mensagem para que todos busquem conhecer
os projetos políticos dos candidatos e aprofundem no estudo de quem vai ter o
seu voto. Isso faz toda a diferença, mas não é tudo. É só um bom começo.
*É Educador, pesquisador,
escritor e documentarista. E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O Ilusionismo nas campanhas eleitorais de Recife: entre o pai ingrato e o falso-pai (Por Otávio Luiz Machado)
O Ilusionismo nas campanhas
eleitorais de Recife: entre o pai ingrato e o falso-pai
Otávio Luiz Machado*
A
semana começou quente no guia eleitoral do Recife, onde mais uma vez PT e PSB
promoveram um enfrentamento forte na disputa pelo voto do eleitor. Nessa semana
o PT ganhou na propaganda, porque mostrou com todas as letras que o candidato
Geraldo Júlio não é esse líder e esse gestor competente que a longa e
insistente propaganda do PSB espalha pela cidade.
O
PSB fisgou a isca repleta de armadilhas na qual é impossível de se
desvencilhar, porque dois dias depois montou um vídeo para dizer que o que o PT
circulava não era verdadeiro. Nada menos que três nomes que foram ou ainda são
do governo Eduardo Campos foram escalados para brilhar no programa para
“desmentir” a propaganda adversária, o que não funcionou.
O
ex-assessor especial do governador Eduardo Campos e agora um dos coordenadores
da campanha de Geraldo Júlio tentando esconder um sorriso cínico disse com
todas as letras que foi Geraldo Júlio que coordenou o Pacto pela Vida.
O
atual vice-governador e ex-secretário de Saúde se resumiu a dizer que foi o
secretário de outra pasta quem coordenou a construção de três hospitais em
Pernambuco, mas deu seu depoimento de forma desconcertada.
No
caso do atual Ministro de Integração Nacional seu “depoimento” não passou de um
panfleto eletrônico, também não passando informações relevantes que ligavam
definitivamente o nome de Geraldo Júlio na vinda da Fiat para o Estado.
A
fala de Geraldo Júlio lembra muito o personagem Pantaleão de Chico Anísio, que
inventava a vontade, mas tinha sempre a sua fiel Terta para confirmar suas
fantasiosas histórias.
Se
os pais não assumem seus filhos como legítimos temos o caso do pai ingrato, que
é aquele que fez o filho e de alguma forma não o assume como filho, tenta de
todas as formas não pagar pensão a ele e nada de carinho ou atenção com alguém
que é sangue do seu sangue.
O falso-pai também
é uma figura repugnante, porque nesse caso ele assume o filho que não fez, dá
assistência a ele e tenta lhe passar algum carinho ou atenção mesmo que ele não
seja sangue do seu sangue porque o seu não filho gera algum tipo de benefício
com ele. Nada de amor, mas puro interesse!
No caso dos
depoentes da campanha de Geraldo Júlio – todos ligados diretamente ao
governador Eduardo Campos – temos aí casos do pai ingrato. Fez mas não assume,
mesmo que o filho seja inteligente, bonito e tenha um futuro próspero.
No caso do
candidato Geraldo Júlio ele tem se comportado como o típico falso-pai. Não fez,
mas alimenta uma falsa paternidade e uma
pseudo-atenção, porque o “filho” lhe traz muitos benefícios. Nada de afeto, mas
o filho é a porta de entrada para inúmeros benefícios, que é usado e abusado de
todas as formas.
Ao insistir naquilo
que Geraldo Júlio não é e nem representa, a campanha do PSB a cada dia é mais
motivo de piada do que de adesão de amplos setores da sociedade. A fan-page
“foigeraldoquefez” pode entrar como uma peça importante na desconstrução do
nome de Geraldo Júlio, mas mal começou a semana foi o próprio candidato que deu
um tiro no pé ao dizer na TV que monitorou o então Secretário das Cidades
Humberto Costa. Foi um assunto que rendeu em desfavor de Geraldo Júlio, porque
o gestor sério passou a ser considerado mais um animador de auditório do que um
candidato que o povo deve acreditar. É pagar para ver se isso vai colar de
fato!.
Quem entrou na
“fita” e na fila” da desconstrução de sua candidatura foi Daniel Coelho, que
teve um caso de notas frias de quando ele era vereador reaberto, o que é
obviamente uma manobra eleitoreira para prejudicá-lo, nesse caso com interesses
comuns do PSB e do PT para que isso evolua. Também é pagar para ver como isso
vai afetar a campanha, mas cabe ao eleitor ficar atento na hora de não ter seu
voto apagado por “cortinas de fumaça”.
É óbvio que as
chances de Daniel Coelho, Humberto Costa e Geraldo Júlio de ganhar a eleição são
grandes. Num segundo turno Daniel causa um bom estrago. Mas caso seja apeado
com esse escândalo requentado, pode ser a chance de Humberto Costa chegar ao
segundo turno empatado com Geraldo Júlio, bem como pode ser a chance de Geraldo
Júlio levar no primeiro turno. Também pode ser a chance de Daniel Coelho se
fortalecer caso aproveite isso a seu favor, inclusive chegando no segundo turno
em pé de igualdade com o que for com ele.
Seja qual for
o seu candidato, é bom se cercar de elementos e não deixar de ser levado por
essas “desconstruções” de candidaturas que são naturais numa eleição.
*É educador, pesquisador,
escritor e documentarista. E-mail: otaviomachado3@yahoo.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)